quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Voto Certo


Eu ando deveras preocupado.   Estou pedindo ajuda às pessoas amigas pois venho assistindo à propaganda do TSE em como devo me preocupar que meu voto seja consciente e da importância de votar bem.   
A propaganda pede, não diretamente, mas indiretamente, que se vote em pessoas, com, no mínimo algumas qualidades principais, ou seja :
Ficha Limpa      Competência    Versado em Questões Nacionais   Que não seja Lobista    Que não seja Corporativista   De Reputação Ilibada      Que não use Caixa Dois     Sem Relações Suspeitas     Sem Suspeitas quanto a Prestações de Contas    Que não tenha Vícios   Trabalhe para o Bem Comum    Que seja Altruísta,  e assim por diante.
Não bastasse pensar, pensar, pensar e não encontrar ninguém tão perfeito dentre os Candidatos que reviro pelo avesso e  encontro defeitos, tem outra Questão :
O meu Voto tem que ser o mais Certinho do Mundo mas, no frigir dos ovos, quem decide as questões - depois - é sempre gente do 4o. ao  6o.  Escalão do Governo.
Por isto eu pergunto a vocês.    Será que não seria melhor votarmos logo em gente que vai trabalhar desde o 3o. Escalão para baixo e nomearmos os Vereadores e Deputados ?   
Por favor, me mandem emails que  me ajudem a esclarecer minhas dúvidas. 

Fontes Psicológicas das Violências

Li um artigo seu, Maria Berenice Dias,  sobre disputa paterna/materna provocadora de rejeição psicológica paternal e/ou maternal.    Seu texto me remeteu a uma das raizes da violência brasileira, sem controle, como vemos no tráfico, no tráfego, nas ruas, nos bares, nos lares.    A raiz psicológica : gente traumatizada psicologicamente que busca nas drogas - medicinais/terapêuticas, mescladas ou não, às não medicinais/terapêuticas, ou vice-versa -   uma fuga para sua incapacidade de encarar situações reais.    No caso citado pelo seu artigo, seu alerta é de que deve haver cuidado da esfera judicial no trato de tais problemas familiares, com fundo psicológico.    Entretanto, não me consta e creio que esta não é a praxe, quando se tratam delitos de natureza violenta, com mortes, incapacitados físicos/psicológicos e sofrimentos causados aos violentados  e seus  familiares e pessoas amigas.    As leis lenientes dos que julgam as penas aos delituosos um insulto à natureza humana, mais um sistema penitenciário medieval que não submete verdadeiros doentes mentais a tratamento medicinal adequado, permitem que à reincidência dos, anteriormente, já penalizados venham somar-se novas levas de outros protagonistas de violências, num crescimento sem fim.    O que há com nossos Juízes,   nossa Justiça, nossa Polícia  e com nosso Sistema de Segurança Pública, que não conseguem  se pôr nos trilhos em matéria de tratos com as fontes psicológicas da violência ?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Infernizar a vida dos outros


Começa hoje a contagem regressiva para que o Brasil  seja o anfitrião, em 2016, das Olimpíadas Mundiais.    Quero desde já estar despreocupado quanto ao número de medalhas que o Brasil conseguirá em 2016.    Isto porque já somos campeões mundiais em certas práticas de esportes que respondem pelo nome "genérico" de o  "Esporte de Infernizar a Vida dos Outros".     Estou adiante listando diversas modalidades de práticas de atletismo deste esporte, que eu chamo de " O Declato de Infernizar a Vida dos Outros".     Caso queiram discordar de umas acrescentando outras, ou caso queiram criar outra lista, podem fazê-lo sem quaisquer restrições;  mas devem sempre obedecer a uma lista de 10 exercícios esportivos, pois trata-se de um DECLATO.   abs. e, como bons brasileiros, considerem-se , desde  já, medalhados. 


Em matéria de infernizar a vida dos  outros, o brasileiro é recordista mundial, senão, vejamos :

1. BOLINHOS DE CONVERSA no meio daS calçadaS ou em vãos de portas de entrada/saída
2. automóveis que são TRANSFORMADOS em TRIOS ELÉTRICOS, sob o beneplácito do CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO
3. qualquer barzinho como CASA DE SHOW ao ar livre, sob o beneplácito das LEIS DE POSTURAS MUNICIPAIS e de seus fiscais  
4. BUROCRACIA EMPERRADORA de qualquer coisa e, quanto mais emperradora, mais eficiente
5. SURREALISMO: 1/2 dúzia  de APADRINHADOS vale mais que mil dúzias de PAGÃOS
6. CASTAS ELITISTAS de APADRINHADOS nos diversos Poderes das diversas ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS, Federal, Estaduais, Municipais 
7. "MIXÓRDIA LEGAL" de leis que ninguém obedece  e com mais ATOS ADMINISTRATIVOS, REGULAMENTOS, PORTARIAS, bem OBEDECIDOS para APADRINHADOS 
8. VÃNDALOS  em greves de SERVIÇOS PÚBLICOS e PRIVADOS ESSENCIAIS, dizendo que é para o bem do povão, sem aulas, sem serviços de saúde e transporte 
9. SEGURANÇA PÚBLICA mais insegura do mundo
10.VIOLÊNCIA  no TRÁFICO, TRÁFEGO, RUAS, BARES e LARES

Foi quando li o Blog de Newtonambiente sobre Cinema e Televisão, vendo o filme BATMAN,  com os pés do espectador sentado atrás de sua poltrona,  nela encostados e empurrando-a com DESASSOSSEGO que lembrei-me que o esporte preferido do brasileiro é INFERNIZAR a VIDA dos OUTROS.

Sociedade do Consenso


Considerações na madrugada de 20/08/2012

Estou vendo um filme sobre a Revolução Chinesa de 1911 que me suscitou reflexões a respeito de desdobramentos históricos da Humanidade a ser divididos em dois tempos :  o tempo Providencial e o tempo Humano.   O Providencial vivido até a Renascença (sem precisão absoluta) e o Humano, a partir de então;  o Providencial, cedendo espaço, paulatinamente, ao Humano, até os dias de hoje.
Os conflitos de uma sociedade Providencial ou Humana, litigiosa, ao longo da História,  têm sido provocados por um conjunto de situações de natureza Religiosa/Étnica/Ideológica.     De outro lado, em adendo à dinâmica histórica, tem-se colocado  situações de natureza Política/Social/Legal e  de natureza Científica/Tecnológica/Econômica.
A sociedade humana, em suas épocas de Tempos e em suas localizações de Espaço tem trilhado seus caminhos de forma homogênea, não heterogênea e de forma abrangente e não particularizada.   Isto significa que todas as sociedades têm atravessado situações mais ou menos idênticas de  desenvolvimento ao longo do tempo e de forma mais ou menos idêntica nas suas adequações espaciais.    
Para melhor compreensão do que se apresentou, anteriormente, convém fazer-se o  relato                                                        de como andou a história humana desde seus primórdios.
            Da forma mais simples, podemos descrever os avanços acontecidos na caminhada humana ao longo dos tempos, em quatro momentos principais :

tribal/nômade/extrativista (pré-história)
tribal/sedentária/agro-pastoril (história arqueológica/oral)
gregária/agro-pastoril/manufatureira (história      arqueológica/oral/escrita
gregária/patriarcal/feudal/monárquica (história   arqueológica/oral/escrita/monumental)
nacional/democrática/industrial/republicana                (história arqueológica/oral/escrita/monumental/
outros registros)
            A da pré-história desde o surgimento humano até séc. 70 AC(antes de Cristo); a da história oral desde séc. 70 AC até séc. 30 AC; a da história escrita desde séc. 30 AC até séc. 12 AC; a da monumental desde séc. 12 AC até séc. 18 DC (depois de Cristo); a de outros registros desde séc. 18 DC até nossos dias.    Em seqüência podemos admitir que o futuro mais próximo se constituirá de um momento  sóciouniversal/democrática/industrial/serviços/
Republicana.
            Estas mudanças sociais não ocorreram pacificamente, uma vez  que  diversas  resistências  às                                                       mudanças, quaisquer que sejam suas naturezas : religiosas (crenças), políticas, sociais, tecnológicas (científicas), econômicas, legais, acontecem.     Pode-se afirmar que as sociedades humanas apoiam-se e atritam-se em três grupos principais de entidades :

  • RELIGIÕES/ETNIAS/TERRITÓRIOS
  • POLÍTICAS/GRUPOS SOCIAIS/LEIS
  • CIÊNCIAS/TECNOLOGIAS/ECONOMIAS
             O que assistimos nos dias de hoje, acontecendo no mundo e o que aconteceu no passado, tem explicações através destas nove entidades principais, como sendo um resumo abrangente de todas as questiúnculas possíveis e imagináveis.       Os conflitos a que assistimos hoje, têm origem nas Religiões (católicos x protestantes; cristãos, israelitas x muçulmanos; muçulmanos, shiitas x sunitas; hindus x muçulmanos, como exemplos.   Têm origem em Etnias, fundamentalmente, na África,Ásia, Américas, Europa, Oceania, ou seja , nos cinco continentes.     Têm origem em territórios, Àfrica, Ásia, Américas, Oriente Médio.     As demais fontes de conflitos são de origens diversas com base na Política, Grupos Sociais (minorias de mulheres, homossexuais, idosos, crianças,radicais, terroristas ou não), Leis sumamente lenientes e/ou severas e Economias em formação ou já formadas, com deformações severas.       Em verdade, vivemos, infelizmente, em Sociedades de Conflitos e não em Sociedades de Consensos.     O fato mais recente que começa a exigir uma formação de Sociedade de Consenso é a ameaça provocada, ainda que parcialmente, pela atividade econômica da humanidade sobre o chamado “efeito-estufa” ou “aquecimento global”.     A preocupação geral em torno do debate sobre as conseqüências danosas atribuídas a  tal fenômeno, tem provocado a necessidade urgente de uma revisão sobre o consumo humano das riquezas naturais do Planeta Terra, buscando-se metas  de aquiescência geral para reduzir-se os danos estimados para o fim do século XXI, caso se continue a gastança sobre nossos recursos não renováveis, ou sobre recursos causadores de poluições severas.
            Delineia-se, no horizonte, de forma bastante nítida, que nossa Sociedade de Consenso está nascendo.
            A revolução Chinesa de 1911 que é o desenlace de luta entre Etnias Manchú e Han, esta vitoriosa sobre a primeira, assim como a derrota da Monarquia Manchú, feudal e absoluta, para instalar-se o regime político de uma República, que teve início na década  1840 DC, através de diversas lutas fratricidas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

População e Meioambiente




Prezados
Para bem entender o que vai adiante, como preocupação geral, tenho feito a seguinte pergunta, por onde ando : " Caso, a partir de amanhã não nascesse mais nenhuma criança, em quantos anos a Raça Humana desapareceria ? "   Resposta :   em 100 anos. 
Como estamos em 2012, temos 88 anos pela frente para tentar reduzir o explosivo crescimento populacional previsto em mais  de 50% sobre a população atual de aprox. 7 bilhões de habitantes.    Leiam com atenção, no site bbc, pois trata-se de :
- aumentar :  planejamento familiar no mundo
                     produção de atuais e novos alimentos

- reduzir :  desperdício de comida, nas diversas etapas de manuseio, : transporte, cozimento, consumo
                 consumo geral dos mais ricos
                 pobreza absoluta
                 emissão de carbono/metano

Planeta não é sustentável sem controle do consumo e população , diz relatório

Atualizado em  26 de abril, 2012 - 13:45 (Brasília) 16:45 GMT
Obeso/Getty
Níveis de consumo em países ricos são motivo de preocupação
O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.
A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).
Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.
O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.
"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.
"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".
John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.

Discussão retomada

Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente.
Abelhas
A expansão populacional ameaça a espécie das abelhas, fator não computado no cálculo do PIB
Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.
Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.
Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.
"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".
"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".
O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.
Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

Ultrapassando Fronteiras

O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.
Menino africano/PA
Pesquisadores recomendam o controle de natalidade em países em desenvolvimento
Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.
E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.
Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.
Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.
"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".
"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".
Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB

A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.
Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.
"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.
"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.
O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.
Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.
Governos podem ainda concordar durante o encontro no Rio a usar outros indicadores econômicos além do PIB.



Prezados
Para bem entender o que vai adiante, como preocupação geral, tenho feito a seguinte pergunta, por onde ando : " Caso, a partir de amanhã não nascesse mais nenhuma criança, em quantos anos a Raça Humana desapareceria ? "   Resposta :   em 100 anos. 
Como estamos em 2012, temos 88 anos pela frente para tentar reduzir o explosivo crescimento populacional previsto em mais  de 50% sobre a população atual de aprox. 7 bilhões de habitantes.    Leiam com atenção, no site bbc, pois trata-se de :
- aumentar :  planejamento familiar no mundo
                     produção de atuais e novos alimentos

- reduzir :  desperdício de comida, nas diversas etapas de manuseio, : transporte, cozimento, consumo
                 consumo geral dos mais ricos
                 pobreza absoluta
                 emissão de carbono/metano

Planeta não é sustentável sem controle do consumo e população , diz relatório

Atualizado em  26 de abril, 2012 - 13:45 (Brasília) 16:45 GMT
Obeso/Getty
Níveis de consumo em países ricos são motivo de preocupação
O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.
A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).
Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.
O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.
"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.
"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".
John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.

Discussão retomada

Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente.
Abelhas
A expansão populacional ameaça a espécie das abelhas, fator não computado no cálculo do PIB
Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.
Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.
Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.
"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".
"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".
O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.
Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

Ultrapassando Fronteiras

O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.
Menino africano/PA
Pesquisadores recomendam o controle de natalidade em países em desenvolvimento
Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.
E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.
Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.
Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.
"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".
"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".
Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB

A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.
Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.
"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.
"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.
O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.
Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.
Governos podem ainda concordar durante o encontro no Rio a usar outros indicadores econômicos além do PIB.

Espiritualidade Humana e Glândula Pineal

Muito perspicaz o interesse do médico em explicar a espiritualidade humana.    Pretendo primeiro digerir, com calma, seus ensinamentos.    Sempre leio, ouço, observo, tudo, com espírito crítico.   No caso, a natureza é formada de energia, matéria e movimento, conforme a célebre equação de Einstein :  E=M(c)2 .   Por princípio, tenho que  a espiritualidade humana não está ligada a espíritos desencarnados, pois para mim o final do ciclo material implica o final do ciclo espiritual.    Como quero ampliar conhecimento guardando sempre  a tríade Energia, Matéria, Movimento, vou digerir a muito instigante e erudita aula do prof. Sérgio Oliveira, à luz do seguinte princípio que tenho : DEUS é a NATUREZA; a NATUREZA é DEUS.      Assim, penso que nossa espiritualidade está imersa na Natureza e é através dessa imersão que podemos chegar à natureza e espiritualidade de Deus.     Assim te falo pois que estou escrevendo um livro que terá como título, Caos e Ordem, versando exatamente  sobre estes quatro temas fundamentais : Energia, Matéria, Movimento e Espiritualidade.     Agradeço a remessa do email com o vídeo, este versando como a ligação da glândula pineal com o Cerebelo,Hipotálamo e Amídalas, estes três últimos muito estudados como responsáveis pelas emoções e sentimentos humanos, o que tem muito a ver, igualmente com nossa espiritualidade.    Vou aproveitar o ensejo que me proporcionas para adentrar mais profusa e profundamente a formular uma idéia de como ENERGIA, MATÉRIA, MOVIMENTO, juntam-se para dar nascimento à espiritualidade humana, esta como uma dimensão não SOBRENATURAL mas com dimensão muitíssimo NATURAL.   abs. muito agradecidos e que tudo de bom esteja contigo.

Conforme acertamos, segue link para acessar o vídeo sobre a glãndula pineal que falamos.

http://www.youtube.com/watch?v=4walu-hO9fQ&feature=related